ONDA DE
VIOLÊNCIA EM ITABUNA CONTINUA
Por
João Queiroz
A violência em Itabuna continua a
imperar, os marginais mandaram e desmandaram quanto aos assassinatos durante o
decorrer de todo o ano de 2012. Foi uma verdadeira carnificina onde vidas de inocentes
foram ceifadas, na guerra do tráfico, no lugar de bandidos, traficantes e
usuários que estavam marcados para morrer.
Em 2013 não está sendo diferente; neste
mês, até a presente data, diversas mortes já foram registradas e, mais uma vez,
inocentes estão sendo mortos e alvejados pelas balas destinadas aos traficantes ou usuários que são
marcados para morrer.
Especulações nas avenidas, ruas e
esquinas de Itabuna registram que toda essa violência é provocada pela “guerra”
entre duas “facções” rivais que disputam o poder total dos pontos de
distribuição de drogas. Essas drogas são as mais diversas: além do crack, maconha
e cocaína, entre outras, ainda existe a disputa de pontos de roubos de veículos
e motos, assaltos, prostituição, jogos, e por aí vai.
A sociedade organizada, civil e
representativa itabunense, simplesmente cruza os braços e se cala diante do
terror instalado e que é imposto pelos bandidos em todos os quatro cantos da
cidade.
Entidades como CDLI, ACI, Lions, Lojas
Maçônicas, Associações de Moradores de Bairros, Entidades beneficentes e assistenciais
além de Juízes, Advogados, Prefeitura, Vereadores, representantes de todas as
religiões e moradores já deveria há muito tempo se unir para que juntamente com
os representantes das polícias civil e militar pudessem buscar soluções que objetivasse
solucionar esse terrível cancro que assola a todos os habitantes honestos e
trabalhadores de Itabuna.
Infelizmente, nada disso acontece. Os
homens honestos e de bem de Itabuna ficam calados, com medo de serem
atropelados pelo triste sistema e nada fazem, simplesmente silenciam. Alguns
deles ficam nas esquinas bradando e reclamando da falta de segurança e da
proliferação das ações escabrosas dos marginais, mas, quando sugerido que eles
passem a formar uma frente de ação, o que se ouve é: “eu mesmo não!”, “quem tem
que resolver é a Prefeitura!”, “eu hein?”, “tô fora!”.
A letargia é total e, enquanto isso...
Os marginais “aprontam” e vão, aos
poucos, transformando a cidade de Itabuna num imenso e triste pardieiro.
Entidades representativas, assistenciais,
civis, organizadas e os homens honestos de Itabuna, vocês irão permitir que
essa onda de violência se torne permanente?
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