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sábado, 12 de janeiro de 2013

ONDA DE VIOLÊNCIA EM ITABUNA CONTINUA


ONDA DE VIOLÊNCIA EM ITABUNA CONTINUA
Por João Queiroz

A violência em Itabuna continua a imperar, os marginais mandaram e desmandaram quanto aos assassinatos durante o decorrer de todo o ano de 2012. Foi uma verdadeira carnificina onde vidas de inocentes foram ceifadas, na guerra do tráfico, no lugar de bandidos, traficantes e usuários que estavam marcados para morrer.
Em 2013 não está sendo diferente; neste mês, até a presente data, diversas mortes já foram registradas e, mais uma vez, inocentes estão sendo mortos e alvejados pelas balas  destinadas aos traficantes ou usuários que são marcados para morrer.
Especulações nas avenidas, ruas e esquinas de Itabuna registram que toda essa violência é provocada pela “guerra” entre duas “facções” rivais que disputam o poder total dos pontos de distribuição de drogas. Essas drogas são as mais diversas: além do crack, maconha e cocaína, entre outras, ainda existe a disputa de pontos de roubos de veículos e motos, assaltos, prostituição, jogos, e por aí vai.
A sociedade organizada, civil e representativa itabunense, simplesmente cruza os braços e se cala diante do terror instalado e que é imposto pelos bandidos em todos os quatro cantos da cidade.
Entidades como CDLI, ACI, Lions, Lojas Maçônicas, Associações de Moradores de Bairros, Entidades beneficentes e assistenciais além de Juízes, Advogados, Prefeitura, Vereadores, representantes de todas as religiões e moradores já deveria há muito tempo se unir para que juntamente com os representantes das polícias civil e militar  pudessem buscar soluções que objetivasse solucionar esse terrível cancro que assola a todos os habitantes honestos e trabalhadores de Itabuna.
Infelizmente, nada disso acontece. Os homens honestos e de bem de Itabuna ficam calados, com medo de serem atropelados pelo triste sistema e nada fazem, simplesmente silenciam. Alguns deles ficam nas esquinas bradando e reclamando da falta de segurança e da proliferação das ações escabrosas dos marginais, mas, quando sugerido que eles passem a formar uma frente de ação, o que se ouve é: “eu mesmo não!”, “quem tem que resolver é a Prefeitura!”, “eu hein?”, “tô fora!”.
A letargia é total e, enquanto isso...
Os marginais “aprontam” e vão, aos poucos, transformando a cidade de Itabuna num imenso e triste pardieiro.
Entidades representativas, assistenciais, civis, organizadas e os homens honestos de Itabuna, vocês irão permitir que essa onda de violência se torne permanente?  

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