Despesas com
nutricionista e academias podem ficar isentas do Imposto de Renda
As despesas com nutricionista,
profissional de educação física e com academias de ginásticas poderão passar a
ser deduzidas no imposto de renda. É o que pretende projeto de lei do senador
Eduardo Lopes (PRB-RJ) que está na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
O projeto de lei do Senado (PLS
212/2012), será relatado pelo senador João Vicente Claudino (PTB-PI). Por
enquanto, a tramitação da matéria aguarda aprovação em Plenário de requerimento
para tramitação conjunta com outros projetos que também tratam de isenção de
imposto de renda – os PLS 354/2012, 147/2012, 12/2011, 465/2008, 364/2008,
138/2008, 681/2007, 94/2007, e 74/2007. Após análise da CAS, o projeto ainda
será examinado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), antes de ser
encaminhada à Câmara dos deputados.
Segundo o projeto de Claudino, o
abatimento será concedido mediante a apresentação pelo contribuinte da
prescrição médica com o código de Classificação Internacional de Doenças (CID),
bem como a nota fiscal em nome do beneficiário.
Para o autor, os problemas relacionados
à nutrição, desde a desnutrição até a obesidade mórbida, têm se tornado uma
questão de saúde pública. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), ressaltou João Vicente, aponta crescente aumento de sobrepeso e a
obesidade mórbida entre os brasileiros.
O percentual de meninos de 10 a 19 anos
com excesso de peso, informou o senador ao justificar o projeto, passou de 3,7%
(em 1975) para 21,7% (em 2009). Entre meninas nessa faixa etária, o índice
subiu de 7,6% para 19,4%. Já entre os adultos o crescimento de foi de 18,5%
para 50,1%, entre os homens, e de 28,7% para 48%, entre as mulheres. O Sul,
segundo o estudo, é a região do país com maior percentual de obesidade em 2009:
56,8% dos homens e 51,6% das mulheres.
“Se, por um lado, a evolução das
variáveis macroeconômicas funciona no sentido do agravamento do quadro, de
outro, se torna ingente a mudança de padrões culturais ligados aos hábitos
alimentares, ao sedentarismo e à prática de exercício físico”, disse o senador,
ao ressaltar que a frequência às academias não são apenas práticas de vaidade,
mas de saúde.
FONTE: AGÊNCIA SENADO
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