FENABAN DEIXA
MUITO A DESEJAR, DE NOVO
De novo, a Fenaban mostra pouca vontade
em negociar. Depois de um dia de intensos debates, a Federação Nacional dos
Bancos não apresentou nenhuma proposta sobre saúde e condições de trabalho. Os
bancários esperam uma mudança de posição hoje, quando a segunda rodada continua.
A discussão sobre saúde foi o ponto
central. O Comando Nacional apresentou os dados da Previdência Social sobre
afastamento de trabalhadores em 2013, evidenciando o aumento dos afastados por
transtornos mentais e comportamentais. Foram 1.154 no total. Número que supera
os casos das lesões por esforços repetitivos.
A reivindicação é para que os bancos
adotem medidas para solucionar o problema, ocasionado, principalmente, pela
cobrança de metas e pressão. A Fenaban argumentou que não vê problemas nas
metas, perfeitamente atingíveis, uma vez que as empresas oferecem todos os
recursos para isso.
Para o secretário geral da Federação da
Bahia e Sergipe, Hermelino Neto, presente na negociação, a resposta da
Federação demonstra o descaso com os trabalhadores. “O número de afastamentos
por doenças mentais é absurdo e reflete a situação de total descaso e
exploração no ambiente de trabalho".
Os banqueiros negaram também tratamento
igual para os bancários afastados por questões de saúde, aos quais seriam
garantido o pagamento da PLR e outros benefícios.
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