Centrais e
governo vão debater no Congresso MPs que mudam benefícios
Após a quarta rodada de negociações
entre centrais sindicais e governo, o ministro da Secretaria-Geral da
Presidência da República, Miguel Rossetto, disse ontem (11) que as Medidas
Provisórias (MPs) 664 e 665 serão negociadas com as entidades no Congresso
Nacional, após a criação das comissões que vão analisar o tema.
As MPs aumentam o rigor para a
concessão de benefícios como abono salarial, seguro-desemprego, seguro-defeso
para pescadores artesanais, pensão por morte e auxílio-doença.
“O acordo com as centrais sindicais é
que o ambiente de negociação será tripartite. Nossa expectativa é que na
próxima semana o Congresso instale das comissões especiais. A instalação das
duas comissões cria um ambiente positivo de diálogo e de negociação entre o
governo, o Congresso e as centrais sindicais”, avaliou.
Outro ponto de acordo com as centrais
até agora trata da inclusão do tempo que o trabalhador está recebendo
seguro-desemprego no cálculo para a aposentadoria, desde que ele continue
pagando a contribuição ao INSS. Segundo o governo, a medida está em fase
operacional.
As centrais sindicais apresentaram 11
propostas ao governo durante as rodadas de negociação, entre elas a ratificação
da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que protege o
trabalhador contra a demissão sem motivação.
As centrais também defendem o fim da
exigência de novos períodos de experiência após a troca de empresa. De acordo
com as entidades, muitos trabalhadores trocam de empresa, mas continuam atuando
no mesmo posto. O governo se comprometeu a avaliar o assunto.
Fonte: Agência Brasil via Contraf
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