Prefeito diz que
governo federal não investe na saúde em Salvador
O prefeito ACM Neto fez um balanço dos
investimentos do município na área de saúde. Questionado sobre o assunto
durante coletiva de imprensa que apresentou a nova Defesa Civil de Salvador
(Codesal) e a Operação Chuva 2016, o prefeito lembrou que capital baiana passou
a investir, na atual gestão, 19% do orçamento no setor, contra 15% da
administração passada. "Fechamos o ano passado com o maior volume de
realizações na área e dobramos o número de equipes do Programa de Saúde da
Família (PSF). A população que era atendida pela atenção básica saiu de 18%
para 50%", frisou.
ACM Neto destacou ainda que encontrou a
Prefeitura com apenas uma UPA em funcionamento. Hoje já são cinco administradas
pela gestão municipal. Além disso, a Prefeitura começa a construir em 2016 o
primeiro Hospital Municipal de Salvador. Sobre a reportagem exibida na noite de
ontem (28) no Fantástico, da Rede Globo, ACM Neto afirmou que a matéria revela
bem a situação em que se encontra a rede hospitalar estadual de saúde, bem como
a falta de repasses federais para o setor.
"Enquanto nós ampliamos nossos
investimentos e lançamos projetos novos, como a construção do primeiro Hospital
Municipal de Salvador, a matéria exibida pelo Fantástico revela a situação da
rede hospitalar estadual e a falta de repasses da União para o município. Isso
tem sido objeto de luta minha e já perdi as contas de quantas vezes estive no
Ministério da Saúde para tratar disso. Tenho todas as audiências documentadas
desde 2013. Estamos, inclusive, financiando coisas que são da responsabilidade
do governo federal. Ano passado, ficamos três meses sem receber recursos
federais. Paguei tudo em dia porque cobri obrigações que não eram da
Prefeitura", denunciou o prefeito.
ACM Neto revelou que o governo federal
tem deixado de repassar R$80 milhões para Salvador anualmente, principalmente
no que se refere às áreas da média e alta complexidade no atendimento à saúde.
"Nós estamos executando acima do teto, chegando a 115%. E o governo do
estado não consegue executar o orçamento. Se a gente recebesse esse dinheiro
que a União deixa de repassar poderíamos ampliar o credenciamento de hospitais
para serviços de oncologia, por exemplo, ou para cirurgias eletivas. Na minha
opinião isso acontece por uma decisão política do governo federal, já que eles
elevaram o teto do município do Rio de Janeiro", ressaltou.
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