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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

"Café do Cerrado Mineiro"


"Café do Cerrado Mineiro"
Por Xico Graziano

O terroir chegou ao café. Termo característico da viticultura, o atributo da origem, única e delimitada, anima a cafeicultura nacional. Exigentes consumidores da bebida, especialmente do expresso, agradecem. Qualidade certificada não tem preço.
No centro desse virtuoso processo no campo se encontra a Federação dos Cafeicultores do Cerrado, com sede em Monte Carmelo (MG). Ali, ao nordeste do Triângulo Mineiro, se desenvolve um modo de produção peculiar, diferente dos tradicionais cafezais. Os agricultores contam com a vantagem da boa altitude das terras, essencial para a qualidade do café. Mas, além disso, eles cultivam "café com atitude". Não se trata de mero jogo de palavras.
Sabe-se que as plantações em terrenos elevados, entre 800 e 1.300 metros, ganham vantagens na formação e no amadurecimento dos grãos de café. O frescor noturno, contraposto aos dias ensolarados e quentes, melhora a bebida, deixando-a mais encorpada, com aroma intenso. Historicamente, locais de excelente clima e altitude foram aproveitados nas encostas da Serra da Mantiqueira, em lavouras distribuídas pelas belas montanhas entre São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.
Mais recentemente, de forma inusitada, também se descobriram vantagens agronômicas nas chapadas de altitude, próprias do cerrado brasileiro no Centro-Oeste. Assim, subindo até o Oeste da Bahia, uma nova cafeicultura começou a ser configurada. Seus produtores contam não apenas com a sorte da natureza - terras planas, solo profundo, elevada altitude, clima ameno -, mas investem firmemente na tecnologia do café. Aqui mora a diferença.
Começa na origem dos cafeicultores. Ao contrário das antigas regiões agrícolas, que se apegam ao passado e, naturalmente, tendem à acomodação, o Cerrado recebeu jovens empresários rurais, aventureiros da terra, que romperam suas origens familiares para abrir as fronteiras da Nação. Recebendo forte apoio da pesquisa agronômica, sua ousadia produtiva venceu obstáculos, quase dogmas agrícolas, criados pela cultura da "terra roxa" na faixa litorânea da Mata Atlântica.
Um "DNA de inovação" carregam os produtores rurais do Cerrado mineiro, conforme diz Francisco Sérgio de Assis, operoso presidente da federação, que agrega 2.500 cafeicultores. Estes se espalham por 55 pequenos, e prósperos, municípios mineiros, identificados pela origem geográfica comum. Exemplo da nova geração do campo, Serginho fugiu das geadas do Paraná, sua origem, para domar o desconhecido Cerrado. Protagonizou, num quarto de século, uma extraordinária história de sucesso. Epopeia rural.
A cafeicultura do Cerrado mineiro, atualmente com 170 mil hectares ocupados, vestiu, desde o seu nascimento, nova roupagem tecnológica. As distintas condições de solo e clima, somadas à falta de mão de obra, exigiram romper com padrões tradicionais da cafeicultura. A colheita é basicamente mecanizada. Terrenos planos favorecem a operação das enormes máquinas, que se sobrepõem às linhas do cafezal vibrando suas hastes para causar a derriça dos grãos. Impossível nas montanhas.
Na época seca do ano, os cafezais recebem irrigação, seja por gotejamento rasteiro, molhando as raízes debaixo da copa, seja por aspersão, esguichando por cima das plantas. Ninguém desperdiça água por lá. Adubação, química e orgânica, mais o controle fitossanitário são impecáveis. Colhido com baixa umidade, sem chuvas, os grãos não "ardem" no terreiro. O pacote tecnológico custa caro, mas assegura alta produtividade e boa qualidade. A bebida do café resulta levemente adocicada, às vezes achocolatada, longa finalização na boca. Típica do Cerrado mineiro.
Nessa quebra de paradigma promovida pelo Cerrado mineiro se destaca a organização dos produtores. Estruturados em sete associações e oito cooperativas, mais um órgão de pesquisas, todos se aglutinam na Federação dos Cafeicultores. Esta controla os programas de certificação e de sustentabilidade no campo. Seu orçamento se origina no recolhimento de 25 centavos de real por saca comercializada, quer dizer, eles tiram dinheiro do bolso para executar sua estratégia. Merecidamente, receberam a primeira certificação por origem geográfica no Brasil, cuja marca se grafa nas sacas de café vendidas mundo afora.
Curioso anda o ranking nacional do café. O Estado de Minas Gerais firma-se, de longe, como o maior produtor brasileiro, responsável por 52,7% da colheita, seguido pelo Espírito Santo, com 24,2%. São Paulo ocupa, bem abaixo, o terceiro lugar e, pasmem, as lavouras do Oeste da Bahia já ultrapassaram o Paraná na quarta posição. Brigando pelo quinto lugar se encontra, acreditem, Rondônia. Caminhos da lavoura cafeeira.
No território mineiro, dentre as três regiões produtivas - o Sul de Minas, a Zona da Mata e o Cerrado -, este responde por apenas 22% da produção estadual. Perde, em quantidade, das regiões tradicionais. Gaba-se, porém, pela qualidade. Com razão. A bebida originada nas lavouras do Cerrado mineiro, duplamente certificada, com selos de origem geográfica e de sustentabilidade, começa a dominar o mercado externo. No Japão as butiques de café o vendem, cada xícara, pelo equivalente a R$ 15.
Sempre se afirmou, com certa razão, que o Brasil exporta o melhor café, torrando no mercado interno o restolho. A situação já melhorou muito, depois que a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) lançou seu selo de garantia, puxando a qualidade para cima. Depois, com o expresso, os cafés especiais se destacaram. Agora, chegou o lance decisivo: a certificação do café. Minas Gerais saiu na frente.
Milton Neves, famoso comunicador da área do futebol, que anda se aventurando na cafeicultura, gosta da jogada. Gol de placa no café!

Saiba mais sobre o autor desse conteúdo:
Xico Graziano    São Paulo - São PauloConsultoria/extensão

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

VI Mostra de Artes do Cepei acontece nesta segunda-feira


VI Mostra de Artes do Cepei acontece nesta segunda-feira

A Secretaria Municipal de Educação convida toda a comunidade itabunense a prestigiar a VI edição da Mostra de Artes do Centro Psicopedagógico da Educação Inclusiva (Cepei). O evento ocorrerá na próxima segunda-feira (27), a partir das 16 horas, no Centro de Cultura Adonias Filho. Com o tema “Valorizando as diferenças, superando limites”, a mostra artística envolve mais de 50 crianças e jovens atendidos pelo centro, além de contar com a participação de cerca de 30 pais. Serão seis apresentações artísticas, envolvendo dança e musicalização, com corais de crianças e de pais. Os ensaios já vêm ocorrendo há cerca de um mês e são coordenados pela professora de dança Rosane Cardoso, pela professora Silvana Quadros com o coral de pais, e professora Larissa Correia com o coral infantil. Além disso, toda a equipe do centro é mobilizada nos preparativos do evento, contando com um total de 52 pessoas em colaboração.
às 16:30 Por Robério Menezes

PARA REFLETIR


"Não fazemos amigos, reconhecemo-os."
Vinícius de Moraes

Sê amigo conveniente, sabendo conduzir-te com
discrição e nobreza junto àqueles que te elegem a amizade.
A discrição é tesouro pouco preservado nas amizades terrenas,
normalmente substituída pela insensatez, pela leviandade.
Todas as pessoas gostam de companhias nobres e discretas,
que inspiram confiança, favorecendo a tranqüilidade.
Ouve, vê, acompanha e conversa com nobreza,
sendo fiel à confiança que em ti depositem.
Joanna de Ângelis
Extraído de "Vida feliz".

Aloysio Nunes cobra regulamentação do exercício de greve no serviço público


Aloysio Nunes cobra regulamentação do exercício de greve no serviço público
O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) afirmou na quarta-feira (22) que o Congresso Nacional deve ao país uma lei que regulamente a realização de greves no setor público. A Constituição de 1988 fará 24 anos em outubro e o Brasil ainda não conta com uma regulamentação do tema, observa Aloysio Nunes, autor do PLS 710/2011, que disciplina o exercício do direito de greve previsto no inciso VII do artigo 37 da Constituição.
O projeto está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde foi redistribuído ao senador Pedro Taques (PDT-MT) para emitir relatório.
– A Constituição diz que o direito de greve deve ser exercido nos termos de lei específica. O meu projeto trata dos limites que devem ser mantidos, mas também, e sobretudo, é inovador ao criar mecanismos de negociação necessários e formas de composição via conciliação e arbitramento, que poderão ser aplicadas para evitar a deflagração de greve – afirmou Aloysio Nunes em entrevista à Agência Senado.
Segundo o senador, a falta de regulamentação não se deve apenas ao Legislativo, uma vez que a Presidência da República até hoje não editou decreto que incorpore ao direito brasileiro os termos da Convenção 151, da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A convenção foi um compromisso assumido pelo Brasil em 1978, sendo ratificada pelo Congresso Nacional em 2010.
O senador por São Paulo observa ainda que o Supremo Tribunal Federal (STF) procurou suprir a lacuna atual na legislação, mandando aplicar aos servidores públicos, no que couber, as disposições contidas na Lei 7.783/89, que disciplina o direito de greve no setor privado. A decisão do tribunal, porém, não esgota as providências sobre o tema, avalia o senador.
Aloysio Nunes disse recear ainda que, “passada a onda [das greves no serviço público], tudo entre na rotina e tenhamos mais 24 anos pela frente”, sem a regulamentação do exercício do direito de greve previsto na Constituição. Ele ressalta ainda que a questão deve ser regulamentada “no interesse dos próprios servidores e do público, que paga a conta”.
FONTE: AGÊNCIA SENADO

Simulado OAB Damásio será realizado na FTC


Simulado OAB Damásio
será realizado na FTC
      Uma parceria estabelecida entre a Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC) e a unidade Itabuna do Complexo Educacional Damásio de Jesus, está viabilizando a realização do projeto “OAB Damásio nas Faculdades”, a princípio, com a aplicação do Simulado do Exame Unificado da Ordem, marcada para a próxima sexta-feira, 31 de agosto.
      Detalhes sobre a realização do Simulado, bem como de outras iniciativas que podem ser viabilizadas a partir da parceria, foram discutidos entre o diretor da FTC Itabuna, professor Cristiano Lôbo; a coordenadora do curso de Direito, professora Raildes Pereira; e o diretor da franquia itabunense do Complexo Damásio de Jesus, o advogado Tarik Vervlolt Fontes.
      A proposta também foi apresentada ao público-alvo do Exame da Ordem, os estudantes do 9º e do 10º semestre do curso de Direito. Segundo Tarik Fontes, o Simulado é preparado pelos professores do Damásio no formato da prova oficial OAB/FGV. “As provas são elaboradas visando proporcionar ao candidato conhecimento em relação ao grau de dificuldade da prova aplicada pela OAB”, ressalta.
      Tarik acrescenta que o ambiente para a aplicação do Simulado irá reproduzir a realidade que o aluno encontrará quando for prestar o Exame Unificado da OAB. “Através de vídeo, serão repassadas aos participantes instruções para a prova objetiva”, elucida. Todo o material impresso é produzido pelo Complexo Educacional Damásio de Jesus e remetido à Instituição de Ensino através da franqueada local.
      Ao justificar a parceria estabelecida para a aplicação do Simulado OAB Damásio, Cristiano Lôbo ressaltou que a Faculdade quer proporcionar aos acadêmicos todos os mecanismos visando prepará-los para o Exame da Ordem. “Nós já fazemos isso com o simulado interno, agora, em parceria com o Complexo Damásio queremos familiarizá-los ainda mais com a realidade do Exame Unificado da Ordem”, disse Lôbo.
      As inscrições para Simulado OAB Damásio podem ser efetivadas no Núcleo de Prática Jurídica (Nupraj) da FTC, no horário das 8 às 17 horas, mediante a doação de 1kg de alimento não perecível, que será repassado à uma entidade assistencial.

Sem contraindicações, café descafeinado deve ser consumido com moderação


Sem contraindicações, café descafeinado deve ser consumido com moderação
Para os amantes do café, a ausência da cafeína, que também está presente em chás e refrigerantes, faz toda a diferença quando o assunto é paladar. Mas a implicância, ao que parece, tem mais a ver com o hábito do consumo do café comum do que com as características nutricionais, como explica a nutricionista do Hospital Federal Cardoso Fontes (HFCF), Vanessa Pacheco.
"O café descafeinado possui aroma, textura e sabor similares ao comum, só diferenciando na quantidade de cafeína. Enquanto o café com cafeína, em 100g, tem em média 0,8 a 2,5 g de cafeína; o café descafeinado precisa ter no máximo 0,1 g/100g de cafeína".
Fora do cabo de guerra da preferência individual entre a bebida com ou sem cafeína, pesquisas já começam a apontar que o café descafeinado pode contribuir na prevenção e no tratamento de algumas doenças: "Um estudo nos Estados Unidos desenvolvido em 2012 pela faculdade de Medicina de Mount Sinai indicou que o descafeinado pode melhorar o metabolismo cerebral em pacientes com diabetes tipo 2. Mas ainda são necessários mais estudos", esclarece Vanessa Pacheco.
Enquanto não chegam mais comprovações sobre os benefícios à saúde, um dos consensos que existe é a recomendação do café descafeinado para pessoas hipertensas ou que apresentem outras complicações, como insônia, distúrbios de ansiedade, taquicardia, esofagites, gastrites, úlceras, azia, náuseas, enxaquecas, labirintites e dores de cabeça.
A nutricionista complementa que não há contraindicações para o consumo do café sem cafeína, mas alerta que não se deve abusar. "O que costumamos pedir é bom senso, pois não adianta 'beber litros' de café descafeinado pensando que não têm cafeína. A substância existe, mas em pequenas quantidades. A recomendação é de no máximo três a quatro xícaras por dia".
Sobre o preparo adequado da bebida, para a preservação dos nutrientes, Vanessa dá dicas que também valem para o café normal: "Alguns cuidados são importantes como utilizar água bem quente, mas não fervente, não reutilizar o pó da bebida e nem reaquecê-la. O consumo dever ser feito logo assim que o café for preparado".
As informações são do Blog da Saúde - Ministério da Saúde, adaptadas pela Equipe CaféPoint.

Cyro Miranda critica proposta de mudança na avaliação do ensino médio


Cyro Miranda critica proposta de mudança na avaliação do ensino médio
O senador Cyro Miranda (PSDB-GO) criticou, na quarta-feira (22), a intenção do ministro Aloizio Mercadante de mudar a forma de avaliar a qualidade do ensino médio. A proposta do Ministério da Educação é substituir a Prova Brasil, avaliação que compõe o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Cyro Miranda acredita que a proposta “envergonha o Brasil” e não vai mudar a baixa qualidade da educação. Ele disse acreditar que o ministro tomou a decisão porque os alunos não apresentaram um bom desempenho na Prova Brasil e essa seria uma maneira de “esconder a sujeira debaixo do tapete”.
– Essa decisão não muda a realidade que está aí para todos verem: a qualidade da educação pública é muito ruim e precisa de medidas urgentes se o desejo for preparar os jovens para buscarem espaço e sucesso profissional – ressaltou.
O senador destacou que o ensino médio tem o menor valor de investimento por aluno quando comparado ao ensino fundamental e ao ensino superior e afirmou que o modelo adotado no Brasil hoje não atende às demandas dos estudantes e da sociedade.
– O quadro revela-se de extrema gravidade, porque, se o ensino médio público é fraco, fecham-se as portas para a formação de nível superior para milhares de alunos – disse.
Cyro Miranda também criticou a criação de cotas nas universidades federais, aprovada no Senado no início deste mês, e disse que a educação não pode ser tratada com “remendos” e “jeitinhos”. Ele disse que o governo federal precisa articular os três níveis da federação em favor do ensino público de qualidade.
– Para isso se tornar possível, a palavra de ordem é gestão e articulação, de um lado; remuneração e qualificação, de outro – afirmou.
FONTE: AGÊNCIA SENADO

Projeto de Félix Júnior que cria Selo Verde do Cacau é aprovado em comissão da Câmara dos Deputados


Projeto de Félix Júnior que cria Selo Verde do Cacau é aprovado em comissão da Câmara dos Deputados
A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, da Câmara dos Deputados, aprovou hoje (22), por unanimidade, o Projeto de Lei (3.665/2012) de deputado Félix Mendonça Júnior (PDT) que cria o Selo Verde do Cacau Cabruca. O Projeto tem forte apelo na questão ambiental e assegura a importância da sustentabilidade nas lavouras de cacau em todo o Brasil, notadamente no sul da Bahia. “Esse sistema (Cabruca) substitui a forma convencional de plantio por uma cultura de cultivo sustentável. Por isso, para obter o Selo Verde as fazendas de cacau deverão seguir alguns critérios, sendo o principal plantar o cacaueiro à sombra das Reservas Atlânticas, de modo a preservar a mata”, explica Félix Júnior. Na Bahia, 70% dos produtores de cacau já seguem essa técnica de plantio, com um ganho efetivo para o meio ambiente. “Podemos atrair novos negócios em um mundo cada vez mais influenciado por critérios ambientais, sem deixar de preservar as nossas reservas”, diz o deputado. O Projeto do Selo segue agora para comissões temáticas da Câmara, com chances reais de se transformar em Lei.

JUSSARI: BRIGA POLÍTICA COLOCA EM RISCO VERBA DE R$ 2 MILHÕES


JUSSARI: BRIGA POLÍTICA COLOCA EM RISCO VERBA DE R$ 2 MILHÕES
Vereadores votam contra projeto de R$2 milhões do PAC II em Jussari
Vereadores denunciam guerra eleitoral na Câmara de Vereadores que está impedindo a Prefeitura de Executar obra de R$2 milhões em Saneamento Básico

Jussari é uma cidade de pouco mais de 6 mil habitantes que, pela primeira vez, teve projeto técnico de grande porte produzido pelo município e aprovado pelo Governo Federal. Os recursos aprovados na ordem dos R$2 milhões são oriundos do PAC II para Investimentos em Saneamento Básico, via Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e a primeira parcela do recurso, cerca de R$800 mil, já está disponibilizado em conta. No entanto, o sonho de ver executada a obra de construção do novo Sistema de Abastecimento e Tratamento de Água da cidade está sendo ameaçado por uma guerra política eleitoral em Jussari.
Trata-se do resultado da sessão plenária da Câmara de Vereadores, ocorrida na noite desta terça-feira (21), em Jussari, quando cinco vereadores de oposição votaram contra o projeto de abertura do Orçamento Municipal 2012 com pedido de suplementação financeira para execução da obra. Durante a sessão, os vereadores Jessé Bispo, Antônio Bastos, Gideon Oliveira e Gilvan Fernandes, além do presidente da Casa, Erisvaldo Moraes posicionaram-se contra o projeto do Executivo, declarando que, apesar da importância da obra, o momento político não era favorável, referindo-se ao período eleitoral.
Para o vereador Antônio Valete, que faz a denúncia, o posicionamento em bloco dos vereadores de oposição ao atual Executivo Municipal não condiz com o papel de um Legislador, que deve estar acima das disputas partidárias. “Há mais de dois anos a equipe de técnicos e engenheiros da Prefeitura preparam e tentam a aprovação do projeto, no entanto, coincidiu a liberação dos recursos com o período de campanhas eleitorais e os vereadores de oposição, equivocadamente, embargam o início das obras ao reprovar o projeto de suplementação do orçamento”, declarou Valete.
Sobre o projeto
Iniciada ainda na gestão do ex-prefeito Sérgio Magalhães, a elaboração do projeto de construção do Novo Sistema de Abastecimento e Tratamento de Água de Jussari foi desengavetado na gestão da prefeita Neone Barboza. A equipe de técnicos da Prefeitura se empenhou para a readequação do projeto às exigências da Funasa, conseguindo finalmente a aprovação e liberação dos recursos. “Em toda a Bahia, Jussari foi uma das quatro cidades contempladas nesta modalidade, tendo recebido inclusive elogios de gestores da Funasa pela qualidade técnica e importância social do projeto apresentado”, declarou o vereador José Amaral.
O Novo Sistema de Abastecimento de Água de Jussari prevê reestruturação de toda rede de captação e distribuição de água, inclusive com a construção de uma Estação de Tratamento de Água (ETA), equipamento inexistente hoje na cidade. De acordo com o diretor do SAAE, Eraldo Batista, o setor já foi notificado várias vezes pela Vigilância Sanitária sobre a qualidade da água de Jussari, realizando constantemente análises microbiológicas com laboratório terceirizado para identificar e sanar pontos de contaminação. “No entanto, nosso maior problema é a própria rede de captação e distribuição, deficitária e muito antiga, o que tem repercutido, principalmente na saúde pública”, declarou Eraldo

A REDE GLOBO, TREME... VIVA A INTERNET!


A REDE GLOBO, TREME...
VIVA A INTERNET!

Leão Esperança:
Circula na Internet um e-mail cuja mensagem vem causando arrepios à Rede Globo:
Criança Esperança: Você está pagando imposto da Rede Globo! Quando a Rede Globo diz que a campanha Criança Esperança não gera lucro é mentira!!!
Porque no mês de ABRIL do ano seguinte, ela (TV Globo) entrega o seu imposto de renda com o seguinte desconto: doação feita à Unicef no valor de... aqui vem o valor arrecadado no Criança Esperança. Ou seja, a Rede Globo já desconta pelo menos 20 e tantos milhões do imposto de renda graças à ingenuidade dos doadores!
Agora se você vai colocar no seu imposto de renda que doou R$7,00 R$15,00 R$30,00 ou mais para Criança Esperança, não pode, sabe por quê? Porque Criança Esperança é uma marca somente e não uma entidade beneficente. Já a doação feita com o seu dinheiro para o Unicef é aceito. E não há crime nenhum.
Assim funciona o golpe...
Pelo telefone:
Para doar R$ 7,00
0500 2011 007
Para doar R$ 15,00
0500 2011 015
Para doar R$ 40,00
0500 2011 040
e... pasmem, sem contar os impostos... pagos por você!
Telefone Fixo: R$ 0,39 + impostos
Telefone Celular: R$ 0,71 + impostos
Aí, você doou à Rede Globo um dinheiro que realmente foi entregue à Unicef, porém, por que descontar na Receita Federal como doação da Rede Globo e não na sua?
Do jeito que somos tungados pelos impostos, bem que tal prática contábil tributária poderia se chamar de agora em diante de Leão Esperança.
Lição:
Se a Rede Globo tem o poder de fazer chegar a mensagem dela a tantos milhões de televisores, também nós temos o poder de fazer chegar a nossa mensagem a milhões de computadores!
AGORA, A REDE GLOBO DIZ QUE O DINHEIRO VAI DIRETO PARA UMA CONTA DA UNICEF, MAS, POR QUE ELA NÃO DÁ O NÚMERO DA CONTA???

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

MAIS UM ASSALTO NO CENTRO DA CIDADE DE ITABUNA!

ASSALTO NA PRAÇA OLINTO LEONE

Por João Queiroz

Uma pessoa foi assaltada, há 10 minutos atrás, na esquina da Praça Olinto Leone com a Paulino Vieira por um marginal que se evadiu a pé.
A senhorita tinha acabado de sair do Banco do Brasil onde foi realizar transações financeiras. Na saída foi abordada por um assaltante que, de revolver em punho, arrancou brutalmente a bolsa da moça. Um policial a paisana que se encontrava no local deflagrou um tiro atingindo o assaltante na coxa que, mesmo ferido, o marginal conseguiu correr até a Praça Getúlio Vargas, onde fugiu, sendo conduzido por um mototaxista.
Populares revoltados perseguiram o marginal com o intuito de prende-lo e lincha-lo.
A população de Itabuna já não mais suporta ter que conviver com tantos marginais que, em plena luz do dia, assaltam e matam agindo livremente sem que providências sejam adotadas pelas autoridades competentes para que o assunto seja sanado.
Toda sociedade itabunense tem que se mobilizar para buscar soluções para acabar de vez com esse problema. Já está passando dos limites e da hora as ações arbitrárias desses marginais.
Com a palavra... Toda a sociedade itabunense e as autoridades competentes!


PARA REFLETIR


Compreender que há outros pontos de vista é o início da sabedoria
Thomas Campbell

Secretário discute liberação de licenças ambientais da Fiol e do Porto Sul


Secretário discute liberação de licenças ambientais da Fiol e do Porto Sul
A liberação da Licença de Implantação (LI) dos lotes de 5 a 12 (Caetité a Figueirópolis) da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e da Licença Prévia (PL) do Porto Sul foram discutidas nesta terça-feira (21), na sede do Ibama, em reunião entre o secretário da Casa Civil do Governo da Bahia, Rui Costa, e o presidente do órgão, Volney Zanardi.
Assim que o Ibama conceder as permissões, ficará garantida a continuidade das obras da ferrovia, que possui seus quatro primeiros lotes totalmente liberados, e a aprovação da viabilidade ambiental do Porto Sul.
Empreendimentos - A Fiol terá 1.516 quilômetros de extensão e envolverá investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) estimados em R$ 6 bilhões até 2014. Na primeira semana de agosto, o Ibama concedeu a revalidação das licenças de instalação dos lotes de 1 a 4 (Ilhéus a Caetité), que possuem mais de mil funcionários trabalhando.
O Porto Sul tem investimentos de R$ 3,5 bilhões. No período de 25 anos, escoará 100 milhões de toneladas por ano. O complexo logístico Porto Sul e Ferrovia Oeste-Leste representa a oportunidade de dotar a Bahia com uma grande estrutura logística.

Lei das Cotas Raciais ‘é anacrônica’, alerta pesquisador


Lei das Cotas Raciais ‘é anacrônica’, alerta pesquisador
O projeto de Lei aprovado pelo Senado que estabelece as cotas sócio-raciais seguirá à sanção da presidenta Dilma Rousseff mas, na opinião de um dos autores do Programa de Ações Afirmativas da Universidade de Brasília (UNB), da forma que foi concebida, a nova Lei representará um enorme retrocesso ao dividir a comunidade negra. Segundo o Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta Corte do país, reconhecer que “não precisa dividir” porque ser negro no Brasil representa, por si só, uma desvantagem.
Na opinião é do professor José Jorge de Carvalho, do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília e pesquisador do CNPq, em entrevista à última edição da revista semanal de esquerda Caros Amigos, o projeto aprovado pelo Senado cria as chamadas cotas sócio-raciais, ao reservar 50% das vagas para estudantes oriundos da escola pública; destes 50% devem ser reservadas aos estudantes de famílias com renda per capita de 1,5 salário mínimo; e os outros 50% entre negros e indígenas proporcionalmente à presença de cada um desses segmentos em cada Estado da Federação, de acordo com o Censo do IBGE 2010.
– A Lei é anacrônica. A história vai responsabilizar as lideranças negras que participaram desse retrocesso. Como o senador Paim, que tem assessores parlamentares afinados com esse tema, não lutou para desvincular as cotas sociais? Sarney virou paladino dos negros brasileiros? A elite branca racista brasileira entregou os anéis para não entregar os dedos – ironizou.
Segundo afirmou José Jorge de Carvalho, a principal função da Lei “é conter a parte mais poderosa, a vanguarda do Movimento Negro”.
– Simplesmente, a Lei conteve a parte mais poderosa do Movimento, decapitou a comunidade negra. Os filhos dos empresários da Fiesp estudam na Universidade de S. Paulo (USP), na Universidade de Campinas (Unicamp). Os filhos dos empresários da Firjan, do Rio, também estudam nas melhores universidades públicas. Nossa luta sempre foi para que os filhos do Pelé tivessem os mesmos direitos dos filhos da faxineira e todos pudessem estudar – acrescentou.
José Jorge também critica o fato de o Senado ignorar, durante a tramitação da Lei, a experiência acumulada por 129 universidades que já adotam ações afirmativas por decisão de instâncias internas. Citou o caso das 51 que adotam cotas e lembrou que, destas, 46 instituições têm modelos diferentes.
– Das 51 universidades federais que têm cotas, 46 têm modelos diferente. Cada universidade que aprovou (o sistema de cotas), procurou fazê-lo de forma diferente das anteriores. Foi resultado sempre de uma negociação por parte dos Conselhos. Uma variedade de sistemas. A Lei simplifica o raciocínio. A massa crítica que gerou a luta pelas ações afirmativas não pode influenciar o Congresso. Todas as audiências foram inúteis, foram inférteis, dissociadas de reflexão. Toda a inteligência gerada pela sociedade foi desprezada, considerada irrelevante – frisa.
De acordo com o professor da UnB, a luta por cotas é uma luta política.
– Para que lutamos durante mais de uma década? Para que existissem cotas para negros, para empoderar a comunidade negra. A luta por cotas raciais é uma luta política. A opção de colocar negros de baixa renda ou negros da escola pública é uma medida de contenção da comunidade negra. Querem dizer que apenas aceitam apoiar, reconhecem direito à proteção pelo Estado da parte mais frágil da comunidade negra – concluiu.
FONTE: CORREIO DO BRASIL

Debatedores criticam texto do novo Código Penal e pedem mais tempo para análise


Debatedores criticam texto do novo Código Penal e pedem mais tempo para análise
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) constituiu uma comissão de juristas e precisará de pelo menos 60 dias para analisar o texto do novo Código Penal que tramita do Senado. A informação foi prestada pelo presidente da OAB, Ophir Cavalcante Junior, durante audiência pública realizada pela comissão especial que analisa a reforma do Código Penal (PLS 236/2012), na tarde desta terça-feira (21). “O debate sobre o novo Código Penal exige tempo e cautela”, disse ele, que debateu com o presidente do Instituto dos Advogados do Brasil (IAB), Fernando Fragoso, e com Taís Schilling Ferraz, integrante do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
Ophir Cavalcante reconheceu que o atual Código Penal precisa ser alterado, já que foi elaborado na década de 1940 e já recebeu vários acréscimos. Ele disse, no entanto, que a OAB ainda não teve a oportunidade de fazer uma análise aprofundada da proposta e pediu mais prazo para os debates. Ophir Cavalcante pediu pelo menos dois meses para que a análise seja madura e profunda.
- Este é um Código que mexe com a vida das pessoas e lida com o bem maior do ser humano: a liberdade – ressaltou.
O presidente da OAB disse ser preciso cuidado com a elaboração de uma legislação com base no clamor popular. Ele assinalou que o cidadão brasileiro não tolera mais a impunidade e tantos outros desmandos. Apesar disso, obervou, não deve haver precipitação no novo Código. Ophir Cavalcante afirmou que questões como maus-tratos a animais, crimes ambientais e bullying precisam de uma reflexão do ponto de vista sociológico. Para o presidente da OAB, a prática do bullying, por exemplo, deve ter um tratamento mais educativo e menos penal.
Desproporcionalidade
O presidente da OAB ainda pediu atenção para o que chamou de desproporcionalidade das penas, lembrando que o texto do novo Código Penal prevê uma pena de dois a quatro anos de prisão para quem modificar ninho de espécies silvestres. Quem comprar algumas espécies pode ser condenado a até seis anos de cadeia. No entanto, o crime de abandono de incapaz tem pena de um a quatro anos. Ophir Cavalcante disse que esses são exemplos de penas desproporcionais.
Ele também citou o crime de gestão fraudulenta, que dá base ao processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele lembrou que o atual Código Penal prevê pena de três a 12 anos, enquanto, no novo Código Penal, a pena é de apenas um a cinco anos de cadeia.
- Alguém pode ser condenado no processo do STF e, com o novo Código, cumprir uma pena menor – alertou.
Ophir Cavalcante ainda criticou a tipificação do racismo, que “não tem pena afixada”, e a do terrorismo, definido como uma ação que “causa terror”, que seria muito ampla. Segundo o presidente da OAB, são questões que merecem uma reflexão maior.
- Hoje, a OAB não tem uma posição fechada sobre o texto, mas tem preocupações – afirmou.
Mais prazo
Para o senador Jorge Viana (PT-AC), é preciso atenção com o tamanho das penas. Ele também pediu o fim da impunidade e disse que será preciso “mais tempo do que estamos pensando” para o debate sobre o novo Código Penal.  Segundo o senador, as vítimas – e não apenas os criminosos – precisam da atenção do poder público.
A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) também pediu uma reflexão sobre um prazo maior para o debate da matéria e disse que apenas o aumento das penas “não resolve” os problemas da sociedade brasileira. O senador Magno Malta (PR-ES) também engrossou o coro por mais tempo para os debates. Ele disse que a comissão especial – que é presidida pelo senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) e tem como relator o senador Pedro Taques (PDT-MT) – precisa ser responsável para com a sociedade. Magno Malta lembrou que a CPI da Pedofilia demorou três anos para concluir os trabalhos.
Eunício Oliveira, por sua vez, disse que haverá uma reunião interna para tratar da questão do prazo e o relator, Pedro Taques, sinalizou que os trabalhos poderão ser prorrogados. O prazo para o encerramento dos trabalhos da comissão especial é o dia 4 de outubro.
Cadeia
O presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), Fernando Fragoso, também pediu que a análise do novo Código Penal seja feita de forma não apressada. Fragoso lembrou que o debate sobre temas polêmicos, como a ampliação das possibilidades do aborto legal, será importante para a sociedade brasileira.
Ele criticou a possibilidade de incriminação da pessoa jurídica, e pediu uma reflexão sobre o aumento das penas, que poderiam chegar a 40 anos no prazo máximo.
- Com o crescimento das penas e com o aumento do rigor para a progressão da pena, não haverá cadeia para todo mundo – criticou Fragoso.
Taís Schilling Ferraz, integrante do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), disse que o órgão também não esgotou o debate sobre o texto do novo Código Penal. Taís Ferraz afirmou que a elaboração do novo texto legal é um grande desafio, que exige tempo e dedicação. Ela criticou a diminuição das penas de alguns crimes e prometeu encaminhar à comissão especial sugestões sobre crimes contra crianças e mulheres.
Para a representante do CNMP, o atual sistema carcerário não responde aos anseios da sociedade brasileira. Ela afirmou que mais importante do que o tamanho da pena é a certeza da punição, e lamentou a quantidade de homicídios registrados no país. Ela lembrou que o Brasil lidera o ranking mundial de homicídios absolutos e está em 7º lugar no ranking de homicídios de mulheres.
- Nos crimes contra a vida, a questão não é tanto o aumento da pena, mas fazer o sistema funcionar – afirmou.
FONTE: AGÊNCIA SENADO

Comissão Europeia: países emergentes serão a demanda para produção de carne do bloco


Comissão Europeia: países emergentes serão a demanda para produção de carne do bloco
Esse relatório apresenta uma previsão do mercado de carnes na União Europeia (UE) para 2012/13. O relatório é baseado em análises de especialistas de mercado da Direção Geral para Agricultura e Desenvolvimento Rural da Comissão Europeia.
Previsões para a economia mundial
A população mundial total deverá crescer 1% anualmente em 2012 e 2013 e alcançar 7,1 bilhões de habitantes. Mudanças significantes no número da população são esperadas na Índia (+1,4%) e Paquistão (+1,8%), enquanto Rússia, Japão e Ucrânia deverão apresentar pequenos declínios.
O crescimento global no Produto Interno Bruto (PIB) deverá crescer moderadamente em 2,8% em 2012 e 3% em 2013. Entre os principais parceiros comerciais da UE, o crescimento anual do PIB deverá ser de 3,5% na Rússia, 2,1% nos Estados Unidos e 8% na China (em cada um dos anos acima). A taxa de desemprego a nível mundial deverá ficar em 8% em 2012 e em 2013. e a inflação mundial permanecerá moderada durante o período previsto, em 3%.
As moedas dos principais exportadores deverão desvalorizar com relação ao dólar dos Estados Unidos em 2012 (com exceção do renminbi chinês, que deverá se valorizar em 3%): peso argentino, -10%; real brasileiro, -15%; dólar australiano, -3%; e dólar neozelandês, -2%. Em 2013, essa tendência de desvalorização da maioria das moedas e valorização do renminbi chinês com relação ao dólar dos Estados Unidos deverá continuar. O iene japonês e o rublo russo deverão se manter estáveis nos dois anos. O preço para o petróleo bruto Brent deverá declinar para cerca de US$ 104/barril em média em 2012 e para US$ 95/barril em 2013.
Previsões econômicas para a UE
A população da União Europeia deverá aumentar em 2012 e 2013 a uma taxa de 0,3% por ano, alcançando 505,7 milhões de habitantes, resultado combinado de um crescimento esperado de 0,3% na UE-15 (inclui os membros antigos: Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Grécia, Espanha, França, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Holanda, Áustria, Portugal, Finlândia, Suécia e Reino Unido) e um declínio de cerca de 0,1% na UE-12 (inclui os membros novos: Bulgária, República Tcheca, Estônia, Chipre, Letônia, Lituânia, Hungria, Malta, Polônia, Romênia, Eslovênia e Eslováquia) em ambos os anos.
A taxa de crescimento do PIB da UE deverá se manter estável em 2012 com taxas negativas de crescimento em oito Estados Membros (Grécia, Espanha, Itália, Chipre, Holanda, Eslovênia, Hungria e Portugal). A atividade econômica deverá se recuperar em 2012 (+1,3%), com todos os Estados Membros exceto a Espanha (-0,3%) devendo registrar desenvolvimento recordes positivos. A inflação geral no preço ao consumidor na UE em 2012 deverá recuar para 2,6% em 2012 e para 1,9% em 2013.
A taxa de desemprego na UE deverá aumentar em 2012 para 10,3% da força de trabalho e ficar nesse nível elevado em 2013. Portugal, Grécia e Espanha continuariam sendo os países mais afetados da UE, com taxas de desemprego de 15%, 20% e 25%, respectivamente. Desde setembro de 2011, o Euro tem continuamente se desvalorizado com relação ao dólar e, em maio de 2012, atingiu o menor nível desde julho de 2010 (isto é, US$ 1,28/Euro). Essa tendência deverá se reverter, com o Euro se estabilizando em cerca de US$ 1,31/Euro em 2012 em média e ficando nesse nível em 2013.
Setor de carnes
O setor de carnes da UE em 2012 continua sendo apoiado por uma forte demanda global, direcionada por uma situação relativamente favorável nas economias emergentes. Entretanto, a demanda doméstica sofre com a desaceleração do crescimento econômico da UE. A oferta geral de carnes ainda está relativamente escassa em muitas regiões mundiais e está mais restrita pelos altos custos dos alimentos animais.
Com base no censo de dezembro de 2011, o rebanho pecuário da UE foi estimado em 86 milhões de cabeças de bovinos, 148 milhões de suínos e 98 milhões de ovinos e caprinos juntos, correspondendo a uma redução média de 1,6% (bovinos -1,4%; suínos -1,7%, ovinos -1,3% e caprinos -2,9%) com relação ao ano anterior. A contração dos rebanhos animais (e em particular das fêmeas de cria) está diretamente afetando a produção geral de carnes, que deverá declinar 0,4% em 2012 e 1,0% em 2013. A produção de carne bovina deverá cair em 2012 e permanecer quase sem mudanças em 2013. A menor demanda da UE e o enfraquecimento do Euro restringirão as importações totais de carne da UE em 2012, com um declínio estimado de 1,1% comparado com o ano anterior. Ao contrário, os volumes exportados serão direcionados pela demanda global e aumento de 3,6%, liderados pelas carnes suína e de frango. Para 2013, é esperado uma reversão no padrão comercial, com maiores importações (+2,6%) e menores exportações (-5,6%), devido à menor produção de carnes da UE. O consumo total de carnes na UE deverá declinar em 0,8% em 2012 e em 0,4% em 2013.
Carne bovina e de vitelo
O rebanho bovino está em queda desde 2008, a uma taxa de 1,1% ao ano em média (-1,8% para vacas leiteiras) e essa tendência deverá persistir no curto-prazo. Em 2012, a produção de carne bovina e de vitelo da UE deverá reduzir significantemente (-3,5% com relação a 2011) e, então, permanecer  sem mudanças em 2013 (+0,1%). Devido à oferta escassa, os preços da carne bovina da UE deverão permanecer em níveis recordes durante 2012. Quanto ao comércio, a fraca demanda doméstica e as variações da taxa de câmbio levariam a um declínio nas importações de carne bovina da UE em 2012 (-5,8%), seguida por uma estabilização em 2013, apesar da disponibilidade limitada de carne bovina na UE e uma recuperação gradual da produção nos principais fornecedores do Mercosul (depois de uma redução significante no rebanho nos anos anteriores).
Por outro lado, a tendência nas exportações de carne bovina da UE é ser direcionada pela escassez na oferta doméstica, que determinaria uma capacidade significativamente reduzida de exportação para 2012 e no próximo ano. Como consequência, a UE mudaria sua posição comercial líquida e, depois de um excedente comercial excepcional registrado em 2011, se tornaria novamente um importador líquido de carne bovina em volume em 2012 e em 2013. Os altos preços da carne bovina e a fraca demanda interna também levariam a uma queda no consumo de carne bovina e de vitelo em 2012, seguida por uma estabilização em 2013.
Incertezas
Esta previsão é baseada na hipótese de um desenvolvimento econômico global favorável em 2012 e 2013, particularmente em grandes países emergentes, resultando, assim, em uma demanda significante para as exportações da UE. Por outro lado, o crescimento econômico na UE deverá ser frágil, principalmente em certos Estados Membros que geralmente se traduz em um declínio no consumo de carnes.
Diante desse cenário, as previsões econômicas globais e para a UE continuam sujeitas a incertezas. Em particular, a possível evolução das dificuldades econômicas e financeiras na Zona do Euro deverá ter uma influência sobre a demanda de produtos agrícolas (devido às mudanças na renda disponível e às taxas de desemprego) e sobre a oferta (disponibilidade de créditos), bem como sobre o fluxo comercial (taxas de câmbio) e preços. Além disso, a sustentabilidade de uma demanda forte no mercado mundial liderada pela China e outros países do Sudeste da Ásia, bem como do Oriente Médio, pode ser questionada, considerando as recentes revisões para baixo no desempenho econômico esperado nesses países. Finalmente, os desenvolvimento de preços para insumos agrícolas (energia, fertilizantes, alimentos animais, etc) também representam um fator de incerteza.
Para a produção de proteínas, as estimativas são dependentes das condições climáticas durante a estação de produção e colheita, que  podem consideravelmente alterar os rendimentos. As estimativas apresentadas aqui são baseadas em informações disponíveis até o meio de junho de 2012.
Fonte: Comissão da União Europeia, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

LUIZ TITO LANÇA MOSTRA FOTOGRÁFICA


LUIZ TITO LANÇA MOSTRA FOTOGRÁFICA
È com grande satisfação que publicamos o lançamento da Mostra Fotográfica do profissional em fotojornalismo, Luiz Vitoriano Tito Pereira (popularmente conhecido como Luiz Tito).
Tivemos a grata satisfação de conhecê-lo quando da sua estadia entre os grapiúnas quando realizava serviços para o Jornal A Tarde, na sucursal de Itabuna. Detentor de grande humildade e simplicidade, Luiz Tito registrava, através das lentes de seu equipamento de trabalho, as cenas inusitadas e cotidianas que ocorriam em Itabuna e região.
Temos plena certeza de que a Mostra Fotográfica que será realizada no dia 31/08 será verdadeiramente um sucesso total.
Toda a equipe do Blog e Jornal Impresso MACRO SUL NOTÍCIAS parabeniza o amigo Luis Tito por mais essa ação concretizada em sua vida!

“Fotografia é uma cachaça que se bebe com os olhos e embriaga o coração”,
Os amantes da arte, estão convocados para no próximo dia 31 , brindarem comigo, os meus 20 anos de fotojornalismo. Na oportunidade estaremos lançando a mostra fotográfica  “Luiz Tito: 20 anos escrevendo com a luz ”.
O evento cultural acontecerá no Museu Parque do Saber Dival da Silva Pitombo, situado a Rua Tupinambá n 275, Bairro São João, em Feira de Santana. A abertura será às 19h00min horas.
O passaporte para o evento será 1 kg de alimento não perecível que beneficiará o Lar Irmão Velho, nessa cidade. “ Tome um porre cultural inesquecível e contribua com o sorriso de um velinho, que também já foi mocidade”.
De acordo como o profissional, o objetivo da exposição não é outro, senão mostrar um pouco do cotidiano de nossa cidade e também de outras cidades da nossa Bahia, habilmente registradas por suas lentes. Serão 60 fotografias coloridas no tamanho 50 X 60, retratando o cotidiano de Feira de Santana e outras cidades baianas nas mais diversas situações.
Os visitantes terão a oportunidade de visualizar no meu trabalho, a verdade nua e crua, sem abdicar da poesia, “vale ressaltar importância da qualidade das imagens, considerando o caráter espontâneo das fotos jornalísticas que não são frutos de ensaios, mas da apresentação de pequenos fragmentos do cotidiano”, disse o profissional.
O olhar atento e sensível de Luiz Tito possibilita a criação de obras de arte a cada click, a cada momento diferente, contribuindo para consagrar a fotografia como elemento de expressão imprescindível naqueles momentos em que as palavras parecem insuficientes. Essas imagens tanto falam, quanto gritam, como sussurram, sorriem e choram, numa mistura formidável de emoções.
Antes da abertura da mostra, o renomado foto jornalista Reginaldo Pereira, com passagens em grandes veículos da Bahia e do Brasil, relatará algumas situações vivenciadas durante o desenvolvimento de seu trabalho ao longo dos anos.
Outro tema que promete muito é: “Fotojornalismo na era digital”, e o editor de fotografia do Grupo a Tarde, José  Carlos Casaes, terá a incumbência de desenvolvê-lo. 
O jornalista Levi Vasconcelos, titular da Coluna Tempo Presente, publicada diariamente no Jornal A Tarde, também irá  nos abrilhantar com a sua presença e promete um grande debate com a sua palestra.
Também estão prevista as presenças Marjorie Moura, presidente do Sindicato dos Jornalistas da Bahia – Sinjorba, e Luiz Hermano Abbehusen,  presidente da Associação dos Repórteres  Fotográficos e Cinegrafistas da Bahia -  ARFOC- 

DIREITOS DOS IDOSOS - REFEIÇÃO DE ACOMPANHANTES NO HOSPITAL



DIREITOS DOS IDOSOS - REFEIÇÃO DE ACOMPANHANTES NO HOSPITAL
Tome conhecimento, de um direito do idoso que todos devemos conhecer e divulgar pois, nem os hospitais, nem os planos de saúde divulgam.
De acordo com o Art. 16, Capítulo IV, da Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003 (Estatuto do Idoso): "Ao idoso internado ou em observação é assegurado o direito a acompanhante, devendo o órgão de saúde proporcionar as condições adequadas para a sua permanência em tempo integral, segundo critério médico."
Gente, nestas "condições adequadas" está incluído: o pernoite e as três refeições. Independe do plano de saúde contratado pois está na lei.
Dois idosos conhecidos conseguiram o benefício apenas falando com o hospital e o plano de saúde. Eles cederam logo porque sabem que é um direito, apenas não avisam...
Sabe como é... Temos que correr atrás!

Todos nós temos ou teremos alguém nesta situação, portanto, vamos divulgar

DESABAFO DOS MORADORES DE BRASÍLIA!


DESABAFO DOS MORADORES DE BRASÍLIA!
MORADORES DE BRASÍLIA, VAMOS NOS UNIR!
Por que tudo o que acontece é de Brasília?
 Você liga na Band e vê o Datena dizendo “ô de Brasília”, se falam de corrupção “vem de Brasília”, se meteram a mão na grana “foi de Brasília”. 
Tudo o que é de ruim acontecendo vem de Brasília.
Chega! Brasília não é a privada do Brasil.
Somos uma população de 2.606.885 habitantes (segundo o IBGE em 2010).
Dos 81 senadores que aqui aportaram, somente 3 são de Brasília.
Dos 513 deputados federais, 8 são nossos. Nossos, não, pois, mesmo os que representam Brasília dificilmente são originários daqui.
Dos presidentes, vices e ministros, a maioria veio "de fora", portanto mirem seus votos nesses também.
Se aqui tem lixo, veio daí, do “seu” estado. O lixo é seu. Você votou nele.
Se já não bastasse termos um dos maiores custos de vida do Brasil devido aos altos salários dos representantes do “seu” estado, ainda temos que aguentar isso.
Somos 2.606.885 trabalhadores e estudantes, pais e mães de família.
Acordamos cedo, ralamos o dia inteiro e temos que esbarrar todo dia no representante do “seu” estado.
Chega! Exigimos respeito.
Aqui não tem só político.
Se você pensa assim, vou começar a achar que no Rio de Janeiro só tem traficante, que na Bahia só tem cantor de axé, que no Amazonas só tem índio, que no Rio Grande do Sul só tem gay, que na Paraíba o macho é só a mulher, que em Pernambuco todo mundo é falso e mentiroso e que em Minas Gerais só tem caipira.
Lembre-se:
Se o cara é corrupto, ele é espelho do SEU voto, portanto, espelho SEU. Então, pense melhor antes de colocar seu voto na urna.
Brasília agradece.
E, por favor, sendo brasileiros, ajudem-nos a limpar a Capital deste nosso País tão sofrido e com o povo tão enganado, tão roubado!
AQUI COMO AÍ, NOS RUMOS QUE A "COISA" ESTÁ INDO, NÓS SOFREMOS E SOFREREMOS MUITO AINDA, MUITO MESMO!

PARA REFLETIR


"Fracassar não é cair; é recusar-se a levantar."
Provérbio Chinês

"Lembre-se de cavar o poço bem antes de sentir sede."
Provérbio Chinês

Rio de Janeiro ganha mais uma indústria láctea em setembro


Rio de Janeiro ganha mais uma indústria láctea em setembro
Atraído pelos incentivos fiscais concedidos pelo governo estadual, através do Programa Rio Leite, e de olho no grande mercado fluminense, mais um grupo do setor de lácteos desembarca no Rio de Janeiro.
A Quatá, que já opera cinco fábricas em Minas Gerais, São Paulo e Paraná, vai investir na planta industrial e no revigoramento da tradicional marca Leite Glória, em Itaperuna, na Região Noroeste.
De acordo com o secretário de Agricultura, Alberto Mofati, que coordenou a aproximação da empresa com o Governo do Estado, a Quatá investirá cerca de R$ 50 milhões na indústria, que iniciou suas atividades com o Fleischmann Royal e estava sob a operação da LBR.
- Essa unidade industrial, referência no Rio de Janeiro, é agora absorvida por um grupo que há mais de um ano vinha buscando oportunidade de entrar no estado, em função da atratividade da legislação fluminense e expectativa de projetar seu posicionamento no segundo maior mercado consumidor do país - afirmou.
O início de operação da nova fábrica está previsto para setembro, com a captação de mais de 100 mil litros de leite/dia. A empresa estima atingir no mínimo 200 mil litros até dezembro e alcançar em dois anos o patamar de 500 mililitros/dia.
O diretor comercial da Quatá, Maurício Cardoso, explicou que esta será a maior indústria do grupo, ampliando o seu mix de produtos com leite em pó, leite condensado, creme de leite e UHT da marca Glória.
- De imediato estamos recuperando 120 empregos. Pretendemos absorver até 200 ainda este ano. Queremos crescer na captação de leite e geração de empregos - enfatizou.
O secretário Mofati antecipou o interesse da empresa em firmar parceria com a secretaria de Agricultura, com apoio do Banco do Brasil, visando o fomento da pecuária de leite e fidelização do fornecimento. -Esta é uma condição que temos evidenciado para manutenção dos incentivos fiscais no Rio de Janeiro - lembrou.
A matéria é do Jornal do Brasil, adaptada pela Equipe MilkPoint.

Polioencefalomalacia em pequenos ruminantes


Polioencefalomalacia em
pequenos ruminantes
Por Leandro Rodello
A polioencefalomalacia (PEM) é uma doença neurológica comum e importante de ovinos e caprinos, com distribuição mundial. Acomete mais cordeiros/cabritos (2 a 6 meses), com dieta rica em concentrado e em regime de confinamento.
A polioencefalomalacia é um termo descritivo para lesões histológicas. O nome significa exatamente amolecimento ou necrose (malacia) de regiões da substância cinzenta (pólio) do cérebro (encéfalo). Embora a PEM seja de diagnóstico inespecífico, no que diz respeito à etiologia, muitos autores supõem que a doença seja exclusivamente de alterações no metabolismo da tiamina. Na verdade, existem várias causas possíveis para a PEM, incluindo, o consumo excessivo de enxofre, caracterizado pelo aumento das concentrações ruminais de sulfetos, a alteração do metabolismo de tiamina, provável intoxicação por sal ou privação hídrica e intoxicação por chumbo.
A acidose ruminal (causado pelo consumo excessivo de concentrado) predispõe a desenvolver a PEM, pois a população de bactérias produtoras de tiamina no rúmen diminuem e ocorre alta proliferação de bactérias produtoras de tiaminase, e a atividade da tiaminase ruminal é potencializada pela condição ácida, levando aos sinais clínicos. O aumento das bactérias produtoras de tiaminase também está associado à deficiência de cobalto e uso de anti-helmínticos.
A despeito da etiologia, os animais com PEM respondem de forma favorável os tratamentos com aplicações elevadas de tiamina, talvez a administração de tiamina em altas concentrações ajude na manutenção do cérebro metabolicamente debilitado.
Sinais clínicos
A PEM manifesta-se na forma subaguda e aguda. Na forma subaguda, as manifestações clínicas podem se desenvolver dentro de horas ou em alguns dias, e nos estágios iniciais, o animal acometido pode apresentar:
-distanciamento do rebanho;
-anorexia (falta de apetite);
-cambaleante;
-aparente cegueira;
-deambulação levemente hipermátrica;
-excitação;
-diarreia;
-hiperestesia;
-tremores musculares.
Com a evolução do quadro subagudo o animal ainda pode apresentar:
-cegueira cortical;
-compressão da cabeça;
-opistótomo;
-estrabismo dorsomedial;
-miose;
-mastigação repetitiva;
-ptialismo profundo;
-odontoprise.
Apesar dos sinais clínicos, o animal normalmente apresenta reflexos palpebrais e temperatura retal normal. Geralmente as frequências cardíacas e respiratórias estão aumentadas. Nos casos do consumo excessivo de enxofre, o odor de sulfeto de hidrogênio (cheiro de ovo pobre) pode ser detectado durante a respiração.
Embora a maioria desses animais responda de forma favorável à intervenção terapêutica, os sinais podem evoluir para decúbito, convulsões tônico-clônicas e óbito.
Na forma aguda, os animais são encontrados em decúbito e comatosos. Esses animais, em muitos casos, sofrem convulsões tônico-clônicos episódicas, permanecendo em decúbito e hipertônicos entre os ataques convulsivos. O prognóstico é mau para animais cometidos por quadro clínicos agudos ou para os subagudos avançados.
Os animais acometidos com a PEM, podem apresentar quadros clínicos sutis e inespecíficos, o que é passível confundir essa doença com outras. A PEM é temporariamente associada à acidose láctica que se desenvolve após a ingestão de quantidades excessivas de carboidratos facilmente fermentáveis. Os animais com acidose láctica podem apresentar-se atáxicos, além de apresentarem fezes fétidas e aquosas e o rúmen repleto de líquido e distendido. Os criadores podem confundir a PEM decorrente da acidose láctica com timpanismo ruminal. O importante é lembrar dos diagnósticos diferenciais de PEM, como enterotoxemia, toxemia da gestação meningoencefalite, deficiência de vitamina A, intoxicações por chumbo ou outro metal pesado e raiva.
Diagnóstico
Embora o diagnóstico definitivo dependa da confirmação histológica, o diagnóstico presuntivo pode ser estabelecido ante mortem, baseando-se na anamnese e sinais clínicos. Quando o diagnóstico da PEM é estabelecido, seja presuntivo ou definitivo, a identificação das possíveis causas devem ser priorizada, de modo que a exposição do rebanho aos agentes etiológicos possa ser suavizada ou eliminada.
Tratamento e prognóstico
Os animais acometidos pela forma subaguda da PEM, responde bem ao tratamento parenteral de cloridrato de tiamina.
A tiamina deve ser administrada na dosagem de 10 a 20mg/kg, intramuscular ou subcutânea, a cada 6 horas no primeiro dia de tratamento. É recomendado que as primeiras aplicações sejam endovenosas. Se for administrar via endovenosa, ela deve ser diluída em glicose a 5% ou em outro líquido isotônico, e injetada lentamente para evitar reações adversas.
Os animais acometidos com a forma aguda apresentam lesões gravíssimas no córtex e na substância cinzenta e não respondem à terapia instituída. A eutanásia é recomendada para animais que não apresentarem melhora após 4 dias de tratamento. Nos casos de animais com PEM, tendo com causa o excesso de enxofre na dieta, não há resposta ao tratamento com tiamina.
Prevenção e controle
A suplementação de tiamina, necessariamente não impede o aparecimento da PEM, a melhor maneira de evitar os surtos é manejar adequadamente a alimentação oferecida ao rebanho. O fornecimento de ração não pode prescindir o período de adaptação até chegar ao nível desejado para o lote. Importante lembrar que o consumo excessivo de enxofre é um dos fatores para o aparecimento da PEM, por isso, o monitoramento dos níveis de enxofre na dieta e na água se faz necessário.
A tiamina pode ser acrescentada (3 a 10mg/kg de alimento) em dietas cuja a proporção concentrado/fibra tenham no mínimo 50% de forrageira fibrosa. Outras recomendações para a prevenção da PEM incluem a adição de levedura de cerveja à ração e a adaptação gradativa dos animais (no mínimo duas semanas) em dietas ricas em concentrados. Oferecer alimentos e sal mineral de boa qualidade é essencial. A suplementação de cobalto, via mistura de sal com microminerais, pode ser necessária em áreas deficientes.
Deve-se treinar a equipe de tratadores ou cabanheiros, a fim de que os animais com PEM possam ser identificados no início da doença para realizar o tratamento adequado.
Referências bibliográficas
PUGH, D.G. Sheep & Goat Medicine. Philadelphia - USA: Saunders Company, 2002, 468p.
RADOSTITS, O.M., GAY, C.C., BLOOD, D.C., HINCHCLIFF, K.W. Clinica Veterinária - Um tratado de Doenças dos Bovinos, Ovinos, Suinos, Caprinos e Equinos. Rio de Janeiro - RJ: Guanabara Koogan, 2002, 1737p.
RIET-CORREA, F., SCHILD, A.L., MÉNDEZ, M.D.C. Doenças de Ruminantes e Equinos. Pelotas - RS: Ed. Universitária, 1998, 651p.
SMITH, B.P. Medicina Interna de Grandes Animais. 3. Ed. Barueri - SP: Manole, 2006, 1728p.
Saiba mais sobre o autor desse conteúdo:
Leandro Rodello    Botucatu - São PauloMédico Veterinário (UNOESTE - Presidente Prudente), com Residência em Reprodução Animal (UNESP- Araçatuba) e Mestrado e Doutorado em Reprodução Animal (UNESP- Botucatu)