Defesa do legado
institucional marca comemorações dos 60 anos da Ceplac
A emoção tomou
conta do auditório Hélio Reis de Oliveira na manhã de hoje, 20, durante as
comemorações dos 60 anos de criação da Ceplac na sede da Superintendência para
a Bahia e Espíto Santo, no Km 22 da rodovia BR-415 – Jorge Amado eixo Ilhéus-Itabuna.
A defesa do legado institucional deste órgão de pesquisa, extensão e
assistência técnica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento a
cacauicultura brasileira foi defendida pelo engenheiro agrônomo e extensionista
Roberto Araújo Setubal, que neste ano também completa 44 anos de serviço.
“Não somos
saudosistas, mas defendemos de forma vigorosa o trabalho de pesquisadores,
extensionistas e outros profissionais da Ceplac para elevar os padrões
tecnológicos e de produção e produtividade da cacauicultura brasileira desde a
década de 60. Nesta labuta diária não há mácula na atuação dos técnicos desta
instituição, que sempre estiveram disponíveis para servir à lavoura com esforço
e dedicação”, disse Roberto Setúbal. Segundo explicou a atuação da Ceplac foi
decisiva para o atual estágio do Sul da Bahia, onde atuou como agência de
desenvolvimento regional.
“Portanto, não
há que se aproveitar de eventuais fragilidades para decretar seu
enfraquecimento. O capital humano é sua maior riqueza. Pela disposição aqui
demonstrada por autoridades, políticos e parceiros institucionais, a exemplo da
Universidade Federal do Sul da Bahia e Universidade Estadual de Santa Cruz, com
a renovação de pessoal, mediante concurso público, a Ceplac continuará sua
missão de atender aos produtores de cacau com pequisa, inovação tecnológica,
extensão rural e assistência técnica e programas de diversificação econômica”,
destacou.


Setúbal fez
apaixanda defesa do Centro de Extensão da Ceplac (Cenex) que sofre ameaça de
fechar em ato unilateral do atual diretor-geral Juvenal Maynart Cunha o que
motivou protestos de associados e dirigentes do SINTSEF-BA e do Conselho de
Entidades Representativas dos Servidores da Ceplac, que lamentam a falta de
diálogo.“Não somos apegados a prédios, já que como extensionistas atuamos
diretamente no campo. Também não aceitamos ser taxados de acometidos da
síndrome do metro quadrado”, protestou, sob aplausos, acrescentando: “Como
funcionários público atuamos para onde houver determinação superior”.
No seu discurso
Roberto Setúbal lembrou que a extensão rural é pilar importante da atuação da
Ceplac, já que responsável pela difusão tecnológica. “O extensionista é
elemento missionário, aquele leva os avanços da pesquisa onde está o
agricultor, seja pequeno, médio ou grande, seja agricultor familiar”. Mais
adiante, o agrônomo reclamou a ausência do diretor-geral nas festividades dos
60 anos. “Em toda a história da Ceplac fato semelhante jamais aconteceu. Onde
está o diretor? Não sabemos quais suas diretrizes para a Ceplac, cuja
competência é reconhecida nacional e internacionalmente. Desde sua nomeação,
jamais se reuniu conosco”, frisou.
A comemoração de
seis décadas de existência da Ceplac, presidida pelo atual superintendente da
Ceplac, Antonio Zugaib, contou com a presença de quatro secretários estaduais:
Agricultura, Vitor Bonfim; Ciência e Tecnologia, José Vivaldo Mendonça; Meio
Ambiente, Geraldo Reis; e de Desenvolvimento Regional, Jerônimo Rodrigues, que
representou o governador Rui Costa. Também da senadora Lídice da Mata; dos
deputados federais Bebeto e Davidson Magalhães; e da deputada estadual Ângela
Sousa. Ainda de secretários e dirigentes municipais e de prefeitos, sob a
liderança do presidente da Associação dos Municípios da Região Sul, Estremo-Sul
e Sudoeste (AMURC) e prefeito de Itacaré, Antônio Mário Damasceno (Tonho de
Anizio).
Criada em 20 de
fevereiro de 1957 pelo presidente então da República, Juscelino Kubistchek de
Oliveira, a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac)
inicialmente teve como missão a recuperação da lavoura cacaueira baiana que
enfrentava crise financeira. Com o passar dos anos, a instituição criou o
Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec) e o Centro de Extensão da Ceplac (Cenex).
Atualmente, sua missão é promover a competitividade e sustentabilidade dos
segmentos agropecuário, agroflorestal e agroindustrial para o desenvolvimento
das regiões produtoras de cacau, atuando em seis estados do Brasil: Bahia,
Espírito Santo, Pará, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso. Mas, sua direção-geral
fixa em Brasília (DF).